sexta-feira, 3 de Outubro de 2025
O mês de Outubro tem-nos proporcionado durante os últimos anos uns dias bem agradáveis para umas escapadinhas. Este ano não foi excepção, e foi a pensar nisso que decidimos desta vez ir visitar Aracena e a sua bem conhecida Gruta das Maravilhas. Já tínhamos passado várias vezes por Aracena, mas sempre por fora, sem nunca parar na cidade, desta vez foi diferente.
Saímos de Almada por volta das 10:00, sem pressas, com destino a Serpa onde pretendíamos ir almoçar à Cervejaria Lebrinha. Seguimos por autoestrada até Alcácer do Sal, onde entrámos nas nacionais, que na nossa óptica, são mais agradáveis para passear. Estava na hora de um café, e foi isso que fomos fazer à bomba do costume, junto ao cruzamento para Vale de Guizo, mas que vai perdendo qualidade com o passar dos anos.
Grândola, Canal Caveira e Santa Margarida do Sado ficaram para trás e foi com algumas paragens devido a obras que continuam a decorrer, que chegámos a Beja. Continuámos para Serpa, não sem reparar na placa que indicava a direcção de Porto Peles, onde fica o Tói Faróis, esse grande ícone da carne de porco preto e da salada de tomate.
Chegados a Serpa, fomos fazer o que ali nos tinha levado: almoçar no Lebrinha.
A Cervejaria Lebrinha foi fundada em 1960 e sempre me lembro de ouvir dizer que tinha a melhor imperial do Alentejo, e do país diziam os especialistas encartados. São inúmeras as histórias que se contam sobre o tempo que a cerveja continuava a borbulhar dentro do copo, havendo até quem dissesse que dava tempo de ir de Serpa a Beja e voltar e a cerveja continuava fresca e a borbulhar. Para mim é um pormenor de somenos importância pois despacho-as com alguma rapidez.😂😂
Outra acalorada discussão tem a ver com o que faz aquele milagroso borbulhar, sendo que se fala que tinha a ver com a grande quantidade de copos, por sinal algo grossos, que a casa dispõe, o que os faz secar completamente antes de serem usados, com a pressão do gás, e até com o comprimento da mangueira que levava a imperial do barril até à torneira.
O que é facto, é que os barris foram trocados por duas "latas" de 1000 litros e a cerveja continua óptima.
Terminada a refeição seguimos viagem. Eram só mais 100Km até Aracena e lá fomos nas calmas. Rapidamente chegámos ao antigo Posto fronteiriço de Vila Verde de Ficalho, a que se seguiu Rosal de La Frontera.
Segue-se o Parque Natural da Serra de Aracena e Picos de Aroche. Este Parque incorpora 28 Municípios e tem 41 000 habitantes nos seus 180 mil hectares. É uma região de produção pecuária, principalmente suinicultura e pelos produtos de porco preto ibérico, principalmente o presunto ibérico de belota. Além da produção de presunto, as escassas possibilidades económicas explicam a baixa densidade populacional.
Assim chegámos a Aracena, fomos à procura do nosso alojamento, tratámos de pôr as coisas em casa, estacionar o carro na Plaza Alta, no qual só voltámos a entrar no Domingo para voltar a casa e fomos dar uma volta pela cidade.
A oferta gastronómica de Aracena é grande, mas tivemos um feeling pela Taberna Rincón de Juan que se viria a mostrar acertadíssimo. Excelente ambiente, ótimas tapas e serviço eficiente, tudo isto a um preço que não se encontra em Portugal.
Fica de seguida o filme do dia.























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