Domingo, 5 de Outubro de 2025
Hoje era o dia de regresso a casa, o que não significava que não tivéssemos um mini programa.
Saímos de Aracena para ir abastecer a preços que nada têm a ver com os nossos, e casualmente passámos pela Praça de toiros de Aracena. A inauguração do edifício ocorreu em 14 de agosto de 1864, estando no entanto documentada a celebração da tourada em Aracena, assim como no resto das vilas da Serra de Aracena, desde o século XVII.
Depois de atestar, seguimos pela estrada de Aracena, onde sempre se encontram alguns grupos de motares, até Aroche.
Aroche é uma bonita cidade com o seu castelo que remonta ao séc. XII, e que foi reformado diversas vezes até ao século XVII , devido às contínuas guerras com Portugal . A fortaleza coroa uma colina em torno da qual se desenvolve o traçado urbano desta cidade. Bastante bonita também é a sua igreja, a Igreja Maior da Assunção.
Tomado o cafézinho da ordem, e depois de uma breve voltinha pelo centro, seguimos viagem. O próximo destino ficava bem perto de Aroche, tratava-se da Cidade Romana de Turobriga.
Arucci Turobriga foi uma cidade hispano-romana do século I, contemporânea da vizinha Arucci Vetus , atual Aroche. A cidade foi habitada até o início do século III , quando começou a ser abandonada, servindo a maior parte dos seus materiais de construção como pedreira para a construção e manutenção de vilas próximas e, especialmente, para a construção do vizinho Castelo de Aroche e da ermida de San Mamés , ermida esta que hoje em dia serve de porta de entrada para as escavações da antiga cidade.
Embora não se compare a Coninbriga, nem mesmo a Pisões, que visitámos o ano passado, é ainda assim agradável de visitar.
Apreciada a coisa, rumámos a Barrancos, onde iríamos almoçar. Pelo caminho demos um ultimo olhar ao Castelo de Aroche, e seguimos por boa estrada até ao antigo Posto Fronteiriço de Encinasola e logo de seguida o de Barrancos. Aqui a linha de fronteira é o Arroyo Pedro Miguel. Ficámos a conhecer mais uma antiga fronteira, pois nunca por aqui tínhamos passado.
Chegados a Barrancos, foi altura de dar uma volta pela vila e sentar no Restaurante A Esquina.
Abrimos as hostilidades assim, e ficámos a perceber que este presunto de Barrancos não fica a dever nada ao de Aracena.
Seguiu-se uma bochecha que estava divinal, mas da qual não há foto, e terminámos com uma ótima sobremesa.
Escusado será dizer que a cobra começou a querer enrolar-se, pelo que optámos por vir pelas nacionais até Alcácer, onde aí sim apanhámos a auto estrada até casa.
Foi uma viagem interessante, pois poucas vezes andamos nestas estradas, pelo que foi sendo quase tudo novidade.

























