quarta-feira, outubro 22, 2025

Aracena e a Gruta das Maravilhas (3º dia)

 Domingo, 5 de Outubro de 2025

Hoje era o dia de regresso a casa, o que não significava que não tivéssemos um mini programa. 
Saímos de Aracena para ir abastecer a preços que nada têm a ver com os nossos, e casualmente passámos pela Praça de toiros de Aracena.  A inauguração do edifício ocorreu em 14 de agosto de 1864, estando no entanto documentada a celebração da tourada em Aracena, assim como no resto das vilas da Serra de Aracena,  desde o século XVII.


Depois de atestar, seguimos pela estrada de Aracena, onde sempre se encontram alguns grupos de motares, até Aroche. 
Aroche é uma bonita cidade com o seu castelo que remonta ao séc. XII, e que foi reformado diversas vezes até ao  século XVII , devido às contínuas guerras com Portugal . A fortaleza coroa uma colina em torno da qual se desenvolve o traçado urbano desta cidade. Bastante bonita também é a sua igreja, a Igreja Maior da Assunção.




Tomado o cafézinho da ordem, e depois de uma breve voltinha pelo centro, seguimos viagem. O próximo destino ficava bem perto de Aroche, tratava-se da Cidade Romana de Turobriga.
Arucci Turobriga foi uma  cidade hispano-romana do século I, contemporânea da vizinha Arucci Vetus , atual Aroche. A cidade foi habitada até o início do  século III , quando começou a ser abandonada, servindo a maior parte dos seus materiais de construção como pedreira para a construção e manutenção de vilas próximas e, especialmente, para a construção do vizinho Castelo de Aroche e da ermida de San Mamés , ermida esta que hoje em dia serve de porta de entrada para as escavações da antiga cidade.
Embora não se compare a Coninbriga, nem mesmo a Pisões, que visitámos o ano passado, é ainda assim agradável de visitar.










Apreciada a coisa, rumámos a Barrancos, onde iríamos almoçar. Pelo caminho demos um ultimo olhar ao Castelo de Aroche, e seguimos por boa estrada até ao antigo Posto Fronteiriço de Encinasola e logo de seguida o de Barrancos. Aqui a linha de fronteira é o Arroyo Pedro Miguel. Ficámos a conhecer mais uma antiga fronteira, pois nunca por aqui tínhamos passado.




Chegados a Barrancos, foi altura de dar uma volta pela vila e sentar no Restaurante A Esquina.




Abrimos as hostilidades assim, e ficámos a perceber que este presunto de Barrancos não fica a dever nada ao de Aracena.


Seguiu-se uma bochecha que estava divinal, mas da qual não há foto, e terminámos com uma ótima sobremesa.


Escusado será dizer que a cobra começou a querer enrolar-se, pelo que optámos por vir pelas nacionais até Alcácer, onde aí sim apanhámos a auto estrada até casa.
Foi uma viagem interessante, pois poucas vezes andamos nestas estradas, pelo que foi sendo quase tudo novidade.







Assim terminámos esta pequena escapadinha por terras de Aracena. Ficam os filmes do dia.






quinta-feira, outubro 16, 2025

Aracena e a gruta das Maravilhas ( 2º dia )

Sábado, 4 de Outubro de 2025

Para hoje tínhamos um dia bem preenchido. O dia começou com uma visita matinal à Igreja Paroquial de Aracena, situada na Plaza Alta e que distava pouco mais de 100 metros do nosso apartamento. Visitámos a Igreja, onde já se encontravam alguns crentes, e também o andor que sairia mais tarde na Procissão de Nossa Senhora do Santo Rosário.




Apreciada a Igreja, seguimos para aquele que era o motivo primeiro da nossa visita a Aracena. Tomámos então o caminho para a Gruta da Maravilha. Voltámos a passar na "nossa" rua, ou como por aqui se diz: "calle" e mais uns metros percorridos estávamos à porta.
A Gruta das Maravilhas  é uma caverna no centro da cidade de Aracena. Foi a primeira caverna espanhola a ser aberta ao público em 1914. Inclui um total de 2.130 metros de passagens subterrâneas, dos quais 1200 são visitáveis.  Segundo a tradição popular,  foi descoberta por um pastor, e a primeira referência histórica da sua existência data de 1886.
Aberto em 1914, o complexo subterrâneo é o resultado da ação lenta da água sobre a rocha calcária ao longo de milénios. No interior temos galerias irregulares com passagens estreitas que levam aos 12 salões naturais e a seis lagoas com águas de diferentes tonalidades. Geralmente, estas cavernas estão localizadas nas montanhas ou nos arredores da cidade, mas não é o que acontece com esta , que está situada mesmo no coração da localidade, logo abaixo de uma grande colina, coroada por um castelo medieval e por uma igreja. O cenário mágico do local foi escolhido para ser local de filmagens de produções como “Tarzan nas Minas do Rei Salomão (1973) ou “Viagem ao Centro da Terra” (2008).





O percurso pelo interior da gruta demora sensivelmente 50 minutos a uma temperatura a rondar os 20 graus e com uma humidade do ar muito próximo dos 100%. Saídos da gruta fomos andando pela Calle Pozo de la Nieve com a sua peculiar levada no meio da rua, levando a água que sai dos lagos da gruta, até ao antigo Lavadouro publico.


Chegados à confluência das Praças de São Pedro e da Gruta, local de onde saía o trem turístico no qual pretendíamos viajar, tínhamos pensado ir beber um café, mas estava um comboio a preparar-se para sair, pelo que o café teve de esperar.


Aracena tem ruas muito bonitas para passear, mas com um problema comum a quase todas elas, a sua inclinação... como tal o comboio pareceu-nos a escolha acertada. 


Gostámos bastante deste passeio de comboio, aproveitámos o tempo que esteve parado no Castelo para visitar o Museu Geológico.












Regressámos ao local de saída do comboio, e por ali ficámos. Estava um lindo dia e as canãs tinham bom aspecto, pelo que nos refrescámos com uma. Demos mais uma volta à Praça, admirámos o antigo Lavadouro da Fuente del Concejo e acabámos por almoçar por ali.











O almoço prolongou-se até ás 4 da tarde, como é costume por estas bandas, e antes que a cobra se instalasse de vez, seguimos com o nosso programa. Era hora de visitar o museu do presunto. Foi a pé e bem devagarinho que fomos andando até ao Museo del Jamón.




Apreciada a coisa, como quem diz..., voltámos à rua e voltámos a caminhar até à Praça Marquês de Aracena. 




O castelo é visível de praticamente todo o lado, está sempre presente.
Chegados à Praça, deparámos com uma agradável esplanada, era a Cafeteria Virgem del Mayor Dolor, onde vislumbrámos uma chávena de café de uma conhecida marca portuguesa. Esperámos um bocadinho para arranjar mesa e bebemos ali o melhor café da nossa estadia por Aracena.
Depois fizemos como os nativos....por ali fomos ficando. Entretanto ficámos a saber que às 19 saia a procissão, pelo que antes disso fomos a casa e fomos ver a procissão a sair da igreja, a qual acabaríamos por acompanhar até ao centro.







Com isto tudo estava quase na hora de jantar, pelo que nos sentámos em agradável esplanada e nos deliciámos com uma canã para aperitivo. 


Por ali fomos ficando, jantámos, apreciámos o castelo e  fomos ainda brindados com fogo de artifício.






Demos ainda uma volta pela zona dos bares e seguimos para casa. Por hoje estava feito.