quinta-feira, setembro 18, 2025

Aveiro e arredores II

 3ª feira, 26 de Agosto de 2025

O programa para o dia de hoje começou com uma visita ao Museu Marítimo de Ílhavo e Aquário dos Bacalhaus.

O Museu Marítimo de Ílhavo foi fundado a 8 agosto de 1937. Alberga uma vasta coleção de objetos relacionados com a pesca à linha do bacalhau e com as fainas agromarítimas da Ria de Aveiro, com destaque para as diversas artes de pesca da laguna. Possui ainda uma vastíssima coleção de arte e também a maior coleção de conchas do país, bem como uma coleção de algas marinhas. Integra desde janeiro de 2013, um Aquário de Bacalhaus com capacidade para 120 metros cúbicos de água, e o Centro de Investigação e Empreendedorismo do Mar.
Projeto original do arquiteto ilhavense Samuel Quininha, o atual edifício  abriu portas a 20 de setembro de 1980.















O Museu é grande e interessante de ver pelo que a visita foi demorada. De Ílhavo seguimos para o Forte da Barra onde apanhámos o ferry para São Jacinto. Foi altura de recordar São Jacinto, a antiga BOPT2 e o AM2, onde passei parte do serviço militar, agora com a designação de Regimento de Infantaria nº10.
A viagem foi rápida e com pouca visibilidade, pois ainda se verificava algum nevoeiro.





Chegados a S. Jacinto, constatei que algumas coisas estão bem diferentes, mas outras continuam na mesma.
A nossa ideia era ir almoçar ao afamado restaurante A Peixaria, mas, viemos a saber mais tarde, passou a encerrar também à terça-feira, pelo que tivemos de alterar os planos. Tínhamos comprado bilhete de ida e volta pelo que decidimos ir almoçar à Torreira e voltar a S. Jacinto para apanhar o ferry e ir à Costa Nova como tínhamos planeado. Assim sendo seguimos para a Torreira. A estrada de S. Jacinto para a Torreira é bem engraçada, com umas vistas esplêndidas para a Ria, com algumas praias e vários pescadores  entregues ao seu passatempo. Chegados à Torreira fomos dar uma volta pelo passadiço sobranceiro à praia e fomos almoçar. 






Almoçámos muito bem na Marisqueira Onda Sol.
Mais uma volta pelas ruas da Torreira e voltámos a São Jacinto. Desta vez apanhámos fila, e tivemos de esperar 30 minutos pelo próximo ferry.
Durante este tempo fomos espreitar a porta do restaurante Peixaria, de onde saiu uma pessoa que amavelmente nos explicou que o restaurante passou a encerrar também às terças, e nos marcou uma mesa para o dia seguinte. Foi agradável, pois sem marcação a coisa não fica fácil.
Chegados ao Forte da Barra, seguimos para a Costa Nova, demos uma volta pela Marginal a apreciar as suas típicas casas, mais conhecidas como Palheiros. Eis a sua história:

Os palheiros da Costa Nova são famosas e castiças casas de riscas existentes na praia com o mesmo nome, originalmente em tons de vermelho ocre e preto, utilizados como antigos armazéns de alfaias da pesca.

Até inícios do século XIX a Costa Nova era um extenso areal desabitado mas, após a fixação da Barra do Porto de Aveiro, os pescadores das campanhas piscatórias de Ílhavo mudaram-se para a Costa Nova e começaram a construir “palheiros” para guardarem as redes e outros materiais associados à pesca.

Estes eram inicialmente amplos e sem quaisquer divisões interiores e, mais tarde, divididos com tabiques de madeira que eram “decorados” com conchas de ostras. Simultaneamente, as famílias dos seus sócios, escrivães e “arrais” de outras companhias foram sendo atraídas para a zona nos meses de verão e outono, transformando-os nos atuais “palheiros”, com riscas coloridas, bem à “moda burguesa de ir a banhos” da segunda metade desse século, para que pudessem servir como habitação na estação balnear.








O mais alto farol português (com 62 metros de altura e 66 acima do nível médio das águas do mar), e um dos mais altos do mundo, está na Praia da Barra.
Foi a admirar o farol que  nos dedicámos a provar algo característico desta região.


Por ali fomos ficando, e para finalizar o dia fomos comer uma carninha a Aveiro e assim terminámos mais um dia.

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