segunda-feira, setembro 29, 2025

Aveiro e arredores III

 4ª feira, 27 de Agosto de 2025


Hoje era então o dia em que iríamos almoçar um peixinho a São Jacinto. Mesa marcada desde ontem para a Peixaria, lá fomos novamente atravessar a Ria num Ferry, hoje com um dia bem mais solarengo. Desta vez comprámos somente  viagem de ida, pois o regresso seria por Ovar e Estarreja.
O ferry tem um horário mesmo bom para quem pretenda ir almoçar, pelo que rapidamente o restaurante ficou cheio. O nosso almoço estava muito bom, realmente é um local de eleição para comer bom peixe assado, pena os robalos serem grandes demais para 2 pessoas, porque bom aspeto tinham eles.



Terminado o almoço fomos espreitar as praias da região. O mar por estes lados é sempre bastante batido, mas neste dia , ainda sob influência da depressão Erin, estava consideravelmente pior.
A primeira praia a visitar foi a de São Jacinto, que dista +- 1,7Km do centro da vila. Era esta a vista:






O mar não convidava mesmo, a temperatura também não era forte, mas estavam algumas pessoas na praia. Registámos a coisa e voltámos ao carro. A estrada de São Jacinto para a Torreira é bem bonita.





O próximo destino era o Furadouro. Passámos antes pela Torreira, que já tínhamos visitado ontem, e no Furadouro ficámos a perceber que a erosão costeira é mesmo um problema, e a pensar que não é difícil que o mar entre por ali dentro, inundando a vila.






Seguimos para Aveiro por Ovar e Estarreja, embora sem paragens, e em Aveiro fomos comprar uns recuerdos com bastante açúcar, já que no dia seguinte voltaríamos para casa.
Comprados os ovos moles, ainda fizemos uma pose com o ilustre piloto de Aveiro, João Afonso, ele de sextante e nós de ovos moles...


Fomos também recordar a antiga Estação da Cp de Aveiro, onde desembarquei pela primeira vez num chuvoso dia de Dezembro, curiosamente para ir para São Jacinto, para a tropa, e onde pela primeira vez na vida paguei os tremoços que acompanhavam a imperial, isto num café contíguo à estação.


Seguiram-se uns burriés, hoje noutro local, bem perto do nosso alojamento, jantar em Aveiro e assim se passou mais um dia. 


No dia seguinte foi dia de regresso a casa, onde passámos por Anadia, Luso e lá tivemos de ir tratar de saborear um leitão à Mealhada.
Auto estrada até casa e estava feita a nossa escapadinha por Aveiro e arredores.



quinta-feira, setembro 18, 2025

Aveiro e arredores II

 3ª feira, 26 de Agosto de 2025

O programa para o dia de hoje começou com uma visita ao Museu Marítimo de Ílhavo e Aquário dos Bacalhaus.

O Museu Marítimo de Ílhavo foi fundado a 8 agosto de 1937. Alberga uma vasta coleção de objetos relacionados com a pesca à linha do bacalhau e com as fainas agromarítimas da Ria de Aveiro, com destaque para as diversas artes de pesca da laguna. Possui ainda uma vastíssima coleção de arte e também a maior coleção de conchas do país, bem como uma coleção de algas marinhas. Integra desde janeiro de 2013, um Aquário de Bacalhaus com capacidade para 120 metros cúbicos de água, e o Centro de Investigação e Empreendedorismo do Mar.
Projeto original do arquiteto ilhavense Samuel Quininha, o atual edifício  abriu portas a 20 de setembro de 1980.















O Museu é grande e interessante de ver pelo que a visita foi demorada. De Ílhavo seguimos para o Forte da Barra onde apanhámos o ferry para São Jacinto. Foi altura de recordar São Jacinto, a antiga BOPT2 e o AM2, onde passei parte do serviço militar, agora com a designação de Regimento de Infantaria nº10.
A viagem foi rápida e com pouca visibilidade, pois ainda se verificava algum nevoeiro.





Chegados a S. Jacinto, constatei que algumas coisas estão bem diferentes, mas outras continuam na mesma.
A nossa ideia era ir almoçar ao afamado restaurante A Peixaria, mas, viemos a saber mais tarde, passou a encerrar também à terça-feira, pelo que tivemos de alterar os planos. Tínhamos comprado bilhete de ida e volta pelo que decidimos ir almoçar à Torreira e voltar a S. Jacinto para apanhar o ferry e ir à Costa Nova como tínhamos planeado. Assim sendo seguimos para a Torreira. A estrada de S. Jacinto para a Torreira é bem engraçada, com umas vistas esplêndidas para a Ria, com algumas praias e vários pescadores  entregues ao seu passatempo. Chegados à Torreira fomos dar uma volta pelo passadiço sobranceiro à praia e fomos almoçar. 






Almoçámos muito bem na Marisqueira Onda Sol.
Mais uma volta pelas ruas da Torreira e voltámos a São Jacinto. Desta vez apanhámos fila, e tivemos de esperar 30 minutos pelo próximo ferry.
Durante este tempo fomos espreitar a porta do restaurante Peixaria, de onde saiu uma pessoa que amavelmente nos explicou que o restaurante passou a encerrar também às terças, e nos marcou uma mesa para o dia seguinte. Foi agradável, pois sem marcação a coisa não fica fácil.
Chegados ao Forte da Barra, seguimos para a Costa Nova, demos uma volta pela Marginal a apreciar as suas típicas casas, mais conhecidas como Palheiros. Eis a sua história:

Os palheiros da Costa Nova são famosas e castiças casas de riscas existentes na praia com o mesmo nome, originalmente em tons de vermelho ocre e preto, utilizados como antigos armazéns de alfaias da pesca.

Até inícios do século XIX a Costa Nova era um extenso areal desabitado mas, após a fixação da Barra do Porto de Aveiro, os pescadores das campanhas piscatórias de Ílhavo mudaram-se para a Costa Nova e começaram a construir “palheiros” para guardarem as redes e outros materiais associados à pesca.

Estes eram inicialmente amplos e sem quaisquer divisões interiores e, mais tarde, divididos com tabiques de madeira que eram “decorados” com conchas de ostras. Simultaneamente, as famílias dos seus sócios, escrivães e “arrais” de outras companhias foram sendo atraídas para a zona nos meses de verão e outono, transformando-os nos atuais “palheiros”, com riscas coloridas, bem à “moda burguesa de ir a banhos” da segunda metade desse século, para que pudessem servir como habitação na estação balnear.








O mais alto farol português (com 62 metros de altura e 66 acima do nível médio das águas do mar), e um dos mais altos do mundo, está na Praia da Barra.
Foi a admirar o farol que  nos dedicámos a provar algo característico desta região.


Por ali fomos ficando, e para finalizar o dia fomos comer uma carninha a Aveiro e assim terminámos mais um dia.

terça-feira, setembro 09, 2025

Aveiro e arredores I

 2ª feira 25 de Agosto de 2025

Passada que foi a onda de calor que nos fustigou desde o fim de Julho até meados de Agosto, lá nos resolvemos a sair de casa. Mesmo assim, escolhemos um sítio no litoral centro/norte e onde a possibilidade de chover é real.
Aveiro foi a cidade eleita, e para "base" escolhemos um turismo rural a meio caminho entre Aveiro e Cacia.
Da viagem não há nada a assinalar, foi auto estrada até Aveiro. Aqui  chegados, estacionámos o carro e começaram as surpresas. Passei um ano do serviço militar em São Jacinto, claro que já foi há algum tempo, mas fiquei deveras surpreendido pela quantidade de turistas que enchiam a cidade. Estacionámos num Parque subterrâneo no Rossio de Aveiro e eram bastantes os moliceiros cheios de turistas a passear nos canais, também estes eram bastante mais do que os que eu me lembrava, e lá fomos nós também dar uma volta de Moliceiro pelos canais da Ria de Aveiro. Foi agradável a voltinha, e permitiu ver  parte da cidade de outra perspetiva. 










Depois do passeio de moliceiro, barco típico de Aveiro, originalmente utilizado para a apanha do moliço, que era utilizado para estrumar os campos agrícolas, mas que hoje são apenas utilizados para fins turísticos, chegou a hora de ir almoçar. O largo da Praça do Peixe, local onde se concentram muitos restaurantes estava a abarrotar, pelo que fomos andando um pouco mais para o interior e perto da Capela de São Gonçalinho encontrámos um restaurante "very tipical" e foi mesmo aí que almoçámos muito bem. O arroz de tomate fica na memória.
Fizemos uma caminhada até aos Bombeiros para ver o restaurante onde estávamos a pensar vir jantar, e seguimos para o estacionamento.
De novo de carro fomos até Ílhavo visitar o Museu Vista Alegre. 
Situado no terreno da fábrica de porcelanas com o mesmo nome, o Museu Vista Alegre expõe o registo da evolução no fabrico da porcelana portuguesa. Inaugurado no ano de 1964, e tendo recentemente sido objeto de um profundo processo de ampliação e requalificação, tem patente ao público uma vasta gama de magníficos exemplares da porcelana decorativa e doméstica.










Visitado o museu, foi hora de nos dirigirmos àquela que iria ser a nossa casa nos próximos dias. Check-in feito, e visitada a propriedade, fomos conhecer os arredores. Descobrimos uns excelentes passadiços e por ali fomos andando até nos fartarmos.





Para finalizar o dia optámos por não voltar a Aveiro e ficarmo-nos por um restaurante ali bem próximo que até tinha leitão e tudo. 
Regressámos a casa e de primeiro dia estava feito.